terça-feira, 11 de junho de 2013

Teorias do Jornalismo - Aula #

Não marquei nas minhas anotações, mas acredito que, nessa aula, a professora tenha iniciado a exposição do Capítulo 6 do livro do Traquina.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Língua Portuguesa I - Aula 9

A professora Regina Crispim trabalhou o texto "Jornalismo e Literatura: limites, interseções, diálogos".

Introdução

Comentou-se o fato de os gêneros literários recorrerem a conteúdos ou mesmo às técnicas do jornalismo com o objetivo de retratar de forma crítica a realidade do mundo atual. Assim, existem interseções entre jornalismo e literatura, incluindo o consumo utilitarista e a obsolescência rápida. Por vezes, há pouca diferença entre a abordagem do fato jornalístico e a ficção literária.

Falou-se ainda que o texto jornalístico deve basear-se em princípios: tão gerais que permitam a sua atualização e a absorção de mudanças diacrônicas; tão específicos que permitam a sua identificação enquanto gênero e os seus objetivos (informação, opinião). Classificou-se a dualidade geral/específico do gênero jornalístico como "instabilidade do gênero".

Linguagem Jornalística

Ao definir a linguagem jornalística, impõe-se-lhe limites, pois "definir é restringir". As restrições relacionadas à linguagem jornalística estão relacionadas com:
  1. registros de linguagem: deve-se equilibrar a acessibilidade e a eficiência da linguagem coloquial com as pressões jurídico-sociais em favor da linguagem formal;
  2. processos de comunicação: prosa, função referencial, em 3ª pessoa, dando verossimilhança, objetividade e certa neutralidade ao texto.;
  3. compromissos ideológicos: os quais são determinados social, histórica e culturalmente - a linguagem aqui é tida como articuladora da cultura e mantenedora da identidade/língua nacional.
Fait-divers e a antítese

Matéria jornalística que não se situa em campo de conhecimento pré-estabelecido. Interessa-se por si mesmo, não depende de nada exterior ou passado: é inconsequente - aproximando-se do conto. Cobre situações de cúmulo, de contradição radical, impactantes (como a tragédia na boate Kiss no início deste ano, a morte de motociclistas degolados por linhas com cerol, o assassinato de um paciente que acabara de receber alta da UTI onde havia permanecido em coma por 10 anos, a morte de Moisés antes de chegar à terra prometida, a morte de Tancredo Neves antes de tomar posse como primeiro presidente da re-democratização brasileira de 1985, etc.). Lembra o cúmulo (contradição) já presente nas tragédias gregas e a antítese (figura de linguagem).

Jornalismo enquanto gênero literário

O jornalismo pode ser considerado como gênero literário na medida em que a definição de gênero flexibiliza-se, não se enrijece, apresentando-se como "um tipo de construção estética determinada por um conjunto de disposições interiores em que se distribuem as obras segundo as suas afinidades intrínsecas e extrínsecas" e não como "um conjunto de normas objetivas a que toda composição [pertencente àquele gênero] deve obedecer".

Há três acepções para a literatura:
  1. sentido lato: toda expressão verbal, falada ou escrita;
  2. sentido corrente: expressão verbal com ênfase nos meios de expressão, sem exclusão dos fins;
  3. sentido restrito: arte da palavra, finalidade puramente estética.
Certamente, se a literatura for concebida em seu sentido restrito (arte), o jornalismo não poderá ser considerado como gênero literário. Entretanto, se a literatura for concebida em seu sentido corrente (expressão verbal com ênfase nos meios de expressão, sem exclusão dos fins), sim. 

Segundo Nilson Lage, a finalidade do jornalismo é transmitir a informação, processá-la em escala industrial e para consumo imediato. A ênfase de Nilson Lage, como vimos em Teorias do Jornalismo, está na exposição do fato, do referente, de forma objetiva, sem muito espaço para a estética própria da literatura em seu sentido restrito. Entretanto, para autores como Nelson Traquina, há espaço na literatura jornalística para a narração do fato (hiper-realidade), inclusive para um certo viés estético, desde que não se perca o contato com o fato: a informação do fato, a formação de opinião pelo fato, a atualidade do fato, o estilo pessoal do jornalista ao abordar os fatos.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Cultura Brasileira I - Aula #

A professora Luciene trabalhou o texto "Cultura - Um conceito antropológico", de Roque de Barros Laraia.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Filosofia - Aula #

Não houve aula, porque a professora está participando de um colóquio sobre Rousseau em Pirenópolis como organizadora do evento.

Para a próxima aula, ela pediu para lermos o texto do Habermas que está na copiadora da FAFIL.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sociologia - Aula #

O professor Nildo Viana encerrou a exposição sobre Socialização, discorreu sobre o capitalismo contemporâneo e deu orientações sobre os seminários e sobre a reportagem que devemos produzir para o final do mês de Junho.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Teorias do Jornalismo - Aula #

Não houve aula em razão de um seminário na Adufg sobre o currículo do curso de Jornalismo, envolvendo professores e alunos.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Língua Portuguesa I - Aula 8

Exposição sobre "Gêneros do discurso: introdução".

A classificação dos gêneros do discurso tem por objetivo, como qualquer outra classificação, aprofundar o conhecimento sobre o tema. Para tanto, a tarefa exige método e ordem. O objeto desse estudo é a heterogeneidade discursiva. A classificação deve ser, ao mesmo tempo, geral, fornecendo uma lista (não-exaustiva) das principais constantes de cada gênero, e particular, possibilitando a identificação do gênero em questão.

As classificações/tipologias são diversas. As que foram tratadas em aula são três, refletindo as concepções de linguagem estudadas:
  1. tipologias cognitivas (Adam - 1991)
  2. tipologias funcionais (Jakobson - 1963)
  3. sócio-interacionista (Bakhtin - 1986, 1992)
As tipologias cognitivas (Adam) refletem a concepção de linguagem como espelho/expressão do pensamento. O critério da classificação é a organização cognitiva dos conteúdos. A finalidade é a compreensão do funcionamento textual através de uma definição das operações subjacentes à produção (locutor, emissor) e compreensão (receptor). Estritamente linguística, baseada em estruturas sequenciais prototípicas dos textos, essa classificação realiza uma provisória suspensão das condições sócio-históricas de produção dos enunciados. Tipos: 
  • narração
  • descrição
  • argumentação
  • explicação
  • diálogo
As tipologias funcionais (Jakobson) refletem a concepção de linguagem como instrumento de comunicação. O critério da classificação é o conjunto de funções do ato comunicativo verbal, de acordo com a ênfase em um ou outro elemento do ato comunicativo. Crítica: prevê um ato comunicativo idealizado, não prevê ruídos e interferências típicas de praticamente todo ato comunicativo. Tipos (elemento [função]): 
  • remetente [expressiva/emotiva]
  • destinatário [apelativa/conativa]
  • contexto/referente [referencial]
  • canal [fática]
  • mensagem [poética]
  • código [metalinguística]
A tipologia sócio-interacionista (Bakhtin) reflete a concepção de linguagem como processo, como interação. Os enunciados são, portanto, produto de interações sociais. O critério de classificação é o conjunto de condições sócio-históricas do contexto de produção do discurso. Assim, a diversidade de atos comunicativos reflete-se em uma diversidade de gêneros textuais. Nesse sentido, a classificação proposta por Bakhtin é geral, flexível, não específica:
  • gêneros primários (ou livres): advindos do cotidiano, da oralidade, tendo relação imediata com a situação em que foram produzidos.
  • gêneros secundários (ou estandardizados): advindos das trocas culturais (principalmente escritas), tais como por ocasião de manifestações artísticas, científicas, sociais, políticas, etc. Mais complexos, absorvem e assimilam os gêneros primários.
Bakhtin defende a ideia de que um gênero não pode ser tratado de forma cristalizada, homogeneizada. Um gênero apresenta traços de regularidade, o que lhe confere certa estabilidade. Entretanto, co-existem na classificação dos gêneros proposta por Bakhtin, forças centrípetas, que trazem o texto para o seu padrão de repetibilidade e regularidade enquanto gênero; e forças centrífugas, que ameaçam sua estabilidade e refletem o contexto da interação comunicativa. Os textos são, portanto, um ambiente de tensão e instabilidade, dependentes do contexto dialógico da comunicação. Considera-se, também, aspectos linguísticos, isto é, a materialidade linguística dos textos. Mas a tônica da classificação é, de fato, o aspecto sócio-histórico-cultural da instituição discursiva. O receptor/emissor antecipa ou tem visão do texto como um todo acabado pelo conhecimento prévio do paradigma dos gêneros a que teve acesso em suas relações com a linguagem.